sexta-feira, 27 de março de 2015

Cães abandonados tornam-se “modelos fotográficos”

Protetores de animais em Portugal usam a criatividade e a arte na tentativa de conseguir lares para os cães



O abandono de animais é uma triste realidade na maioria das localidades do mundo. O principal motivo é a falta de castração de animais, pois uma cria não planejada pode significar dezenas ou até centenas de cães nas ruas.

É necessário que os protetores de animais reinventem campanhas de adoções, buscando visibilidade e, consequentemente, a redução de animais acautelados pelo poder público nos canis municipais. A mostra fotográfica do canil de Évora, no caso, já está alcançando repercussão mundial.
Isso nos inspira a ousar também, e que sejamos criativos: não adianta fazer o que sempre fizemos e esperarmos novos resultados.

Página do Ensaio Fotográfico canino: http://migre.me/pceFY

Somente com um levantamento preciso seria possível quantificar os cães abrigados nos canis municipais. Seria interessante que as Prefeituras cadastrassem os animais acautelados, realizassem a microchipagem e compartilhasse os dados com um órgão estadual, gestor das informações.

Quanto ao ensaio fotográfico, ainda que não seja possível produzir aquele “make up” em todos os animais, as suas fotos deveriam ficar expostas no site da Prefeitura ou em um blog mantido com a finalidade de divulgar a adoção consciente e os benefícios para o adotante.  

Qual seria a sua sugestão para aumentar a adoção consciente dos animais abrigados nos canis municipais?

Modo de divulgação dos animais do canil de Évora: http://migre.me/pceI5

quarta-feira, 25 de março de 2015

Mercado negro de cães estimula crimes no DF

O Correio Brasiliense trouxe nesta quarta (25) uma notícia assusatadora: apenas no fim de semana anterior foram registrados os furtos de ao menos três cães, de raças shih-tzu, west-highland-white-terrier e spitz alemão.

 

Você está levando seu pet para passear na praça e, de repente, é abordado por homens armados em uma moto. Assustado, certamente você pensa que querem sua carteira, seu celular ou relógio, mas eis a surpresa: o que querem é levar seu cãozinho.

No Distrito Federal, roubos como este estão cada vez mais frequentes. Para os ladrões, os animais não passam de mercadorias: uns custam mais caro que os outros. Mas o valor real valor só conhece o dono, aquele que alimenta, cuida e se diverte com o animal. Segundo especialistas, a sensação daquele que tem seu pet roubado é de impotência e dor, e pode ser comparada à perda de um parente. Há quem caia em depressão pela ausência do companheiro de todos os dias.

Além de ser um crime contra o patrimônio, o ato também é considerado maus-tratos contra o animal e está previsto na Lei nº 9605/98, com detenção de três meses a um ano para quem o comete. Ao pesquisarmos o tema, encontramos casos semelhantes nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e descobrimos que, inclusive, existe o serviço de detetive especializado em localizar animais.

A Polícia Civil recomenda que os donos deixem alguma identificação na coleira do animal. Outra medida importante, que já é gratuita em alguns municípios, é a microchipagem, o que possibilita o reconhecimento e contém informações do animal e de seu dono.

Você costuma tomar alguma atitude preventiva quanto à perda ou roubo de seu pet?

Microchipagem: http://migre.me/paGGb
Detetive para animais: http://www.detetivesdeanimais.com.br/

Venda de animais em pet shops precisa ser revista

Um filhote da raça buldogue francês ficou preso por mais de 4 meses em uma gaiola, em Brasília (DF). O animal foi resgatado por um grupo que, inconformado com a situação do animal, arrecadaram valor suficiente para comprá-lo.


O G1 noticiou no dia 24/03 o “resgate do buldogue Ryan”, ação realizada por um grupo de criadores de cães da raça buldogue francês. Um membro do grupo viu o animal a venda em novembro de 2014 e assustou-se por revê-lo na mesma gaiola quatro meses depois.

Isso nos traz a responsabilidade de avaliar a realidade do comércio de animais domésticos em Juiz de Fora. Sabemos que os bichinhos são valiosas mercadorias nas mãos dos empresários, e alguns criam animais com a exclusiva finalidade de os reproduzir e vender os filhotes.

Contudo, estamos diante de um dilema até mesmo moral: até que ponto podemos priorizar o comércio em detrimento do bem-estar dos animais?

Para a maioria das pessoas, os pets, sejam cães, gatos, hamsters ou os demais, são quase parte da família. Levamos para passear, brincamos com eles, ficamos tristes quando adoecem, dizemos até que são nossos amigos. Será uma amizade comprada? Claro que não, não importa se os compramos ou adotamos, mas o relacionamento cotidiano é que nutre este companheirismo.

Ainda assim, precisamos rever os danos que podem ser causados em vender animais em lojas que não seu habitat natural. Os pets “engaiolados” nas vitrines não brincam, não interagem, não recebem carinho: por vezes vemos até avisos proibindo os clientes de por a mão nos animais.

E se conseguíssemos a proibição do comércio de animais? Seria uma solução eficaz, mas seria razoável? Poderíamos também propor que fossem comercializados apenas por seus criadores e não em pet shops. Mas como os clientes poderiam alcançar os criadores?

Nossa sugestão é que seja melhor regulamentada a venda de animais por lojas especializadas, estabelecendo regras claras e objetivas que possibilitem o comércio sem sofrimento. E não falamos apenas em “medidas da gaiola”: seria interessante que houvesse um tempo máximo para o animal ficar exposto, de acordo com a espécie e raça. Para definir o prazo em que estaria disponível para compra, nada melhor do que um parecer técnico de um profissional veterinário.

Durante a “estadia” no pet shop seria interessante que fosse possibilitada, de algum modo, recreação para os bichinhos. Já que estarão devidamente vacinados e vermifugados, não lhes causará nenhum mal a interação com crianças, por exemplo.

E você, o que pensa sobre o comércio de animais em lojas por prazo indeterminado?