Um filhote da raça buldogue francês ficou preso por mais de 4 meses em uma gaiola, em Brasília (DF). O animal foi resgatado por um grupo que, inconformado com a situação do animal, arrecadaram valor suficiente para comprá-lo.
O G1
noticiou no dia 24/03 o “resgate do buldogue Ryan”, ação
realizada por um grupo de criadores de cães da raça buldogue
francês. Um membro do grupo viu o animal a venda em novembro de 2014
e assustou-se por revê-lo na mesma gaiola quatro meses depois.
Isso
nos traz a responsabilidade de avaliar a realidade do comércio de
animais domésticos em Juiz de Fora. Sabemos que os bichinhos são
valiosas mercadorias nas mãos dos empresários, e alguns criam
animais com a exclusiva finalidade de os reproduzir e vender os
filhotes.
Contudo,
estamos diante de um dilema até mesmo moral: até que ponto podemos
priorizar o comércio em detrimento do bem-estar dos animais?
Para a
maioria das pessoas, os pets, sejam cães, gatos, hamsters ou os
demais, são quase parte da família. Levamos para passear, brincamos
com eles, ficamos tristes quando adoecem, dizemos até que são
nossos amigos. Será uma amizade comprada? Claro que não, não
importa se os compramos ou adotamos, mas o relacionamento cotidiano é
que nutre este companheirismo.
Ainda
assim, precisamos rever os danos que podem ser causados em vender
animais em lojas que não seu habitat natural. Os pets “engaiolados”
nas vitrines não brincam, não interagem, não recebem carinho: por
vezes vemos até avisos proibindo os clientes de por a mão nos
animais.
E se
conseguíssemos a proibição do comércio de animais? Seria uma
solução eficaz, mas seria razoável? Poderíamos também propor que
fossem comercializados apenas por seus criadores e não em pet shops.
Mas como os clientes poderiam alcançar os criadores?
Nossa
sugestão é que seja melhor regulamentada a venda de animais por
lojas especializadas, estabelecendo regras claras e objetivas que
possibilitem o comércio sem sofrimento. E não falamos apenas em
“medidas da gaiola”: seria interessante que houvesse um tempo
máximo para o animal ficar exposto, de acordo com a espécie e raça.
Para definir o prazo em que estaria disponível para compra, nada melhor do que um parecer técnico de um
profissional veterinário.
Durante
a “estadia” no pet shop seria interessante que fosse
possibilitada, de algum modo, recreação para os bichinhos. Já que
estarão devidamente vacinados e vermifugados, não lhes causará
nenhum mal a interação com crianças, por exemplo.
E você,
o que pensa sobre o comércio de animais em lojas por prazo
indeterminado?

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