quarta-feira, 25 de março de 2015

Venda de animais em pet shops precisa ser revista

Um filhote da raça buldogue francês ficou preso por mais de 4 meses em uma gaiola, em Brasília (DF). O animal foi resgatado por um grupo que, inconformado com a situação do animal, arrecadaram valor suficiente para comprá-lo.


O G1 noticiou no dia 24/03 o “resgate do buldogue Ryan”, ação realizada por um grupo de criadores de cães da raça buldogue francês. Um membro do grupo viu o animal a venda em novembro de 2014 e assustou-se por revê-lo na mesma gaiola quatro meses depois.

Isso nos traz a responsabilidade de avaliar a realidade do comércio de animais domésticos em Juiz de Fora. Sabemos que os bichinhos são valiosas mercadorias nas mãos dos empresários, e alguns criam animais com a exclusiva finalidade de os reproduzir e vender os filhotes.

Contudo, estamos diante de um dilema até mesmo moral: até que ponto podemos priorizar o comércio em detrimento do bem-estar dos animais?

Para a maioria das pessoas, os pets, sejam cães, gatos, hamsters ou os demais, são quase parte da família. Levamos para passear, brincamos com eles, ficamos tristes quando adoecem, dizemos até que são nossos amigos. Será uma amizade comprada? Claro que não, não importa se os compramos ou adotamos, mas o relacionamento cotidiano é que nutre este companheirismo.

Ainda assim, precisamos rever os danos que podem ser causados em vender animais em lojas que não seu habitat natural. Os pets “engaiolados” nas vitrines não brincam, não interagem, não recebem carinho: por vezes vemos até avisos proibindo os clientes de por a mão nos animais.

E se conseguíssemos a proibição do comércio de animais? Seria uma solução eficaz, mas seria razoável? Poderíamos também propor que fossem comercializados apenas por seus criadores e não em pet shops. Mas como os clientes poderiam alcançar os criadores?

Nossa sugestão é que seja melhor regulamentada a venda de animais por lojas especializadas, estabelecendo regras claras e objetivas que possibilitem o comércio sem sofrimento. E não falamos apenas em “medidas da gaiola”: seria interessante que houvesse um tempo máximo para o animal ficar exposto, de acordo com a espécie e raça. Para definir o prazo em que estaria disponível para compra, nada melhor do que um parecer técnico de um profissional veterinário.

Durante a “estadia” no pet shop seria interessante que fosse possibilitada, de algum modo, recreação para os bichinhos. Já que estarão devidamente vacinados e vermifugados, não lhes causará nenhum mal a interação com crianças, por exemplo.

E você, o que pensa sobre o comércio de animais em lojas por prazo indeterminado?

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